O tempo passa, nós vamos crescendo, e de repente estamos na adolescência, começamos a nutrir os primeiros sentimentos por um rapaz, e é aí que nos caem as primeiras lágrimas e nos arrancam os primeiros sorrisos “ de amor”, é também aí que temos um pequeno “sabor” do que é o amor e o que ele nos poderá trazer. Mas nós não paramos de crescer, não só fisicamente como mentalmente, e é então, quando somos surpreendidos pelo verdadeiro amor, ele aparece sem que dê-mos por isso, e eu que o diga, é verdade quando dizem que de uma amizade, pode nascer um grande amor, pelo menos da minha parte assim foi. Confesso que não foi fácil estar apaixonada por ti, não eras fácil de amar, mas a verdade é que eu gostava de ti como tu eras, com esses defeitos todos, de como tu me fazias sentir e das borboletas no estômago que me causavas. Ás vezes ainda sinto a tua falta, sinto falta de quando havia um nós, de quando falávamos por chamada até tarde, e no dia seguinte custava tanto a acordar e a levantar-me, mas eu pensava “ ele vai estar lá, vou puder estar com ele, vale a pena”.  Tenho saudades das vezes que “perdia” o autocarro só para ficar nos teus braços mais meia hora, tenho saudades das tuas mensagens a desejar-me boa noite ás tantas da manhã, e quando eu acordasse derretia-me toda ao ler-lhas, tenho saudades das vezes que saías á noite, e quando chegasses a casa me ligavas, para eu saber que estavas bem. Tenho saudades de chagar a casa, e cheirar a minha camisola e sentir o teu perfume, fazia com que te sentisse perto de mim. Tenho saudades de quando fazias as tuas cenas de ciúmes, ainda o fazes, mas já não a mesma coisa. Tenho saudades de todas as vezes que chorei porque achava que te ia perder, mas depois ficávamos bem, e eu voltava a sorrir. Tenho saudades de como o meu sentimento por ti me fazia sentir livre, e feliz. Sinceramente gostava de poder clicar no stop e ficar o resto da minha vida naquele momento em que me deste o último abraço! Mas as nossas escolhas separaram-nos, e agora estou aqui, cheia de recordações no meu peito!

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